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Eduardo Rangel e Joaquim França no Café Cultural do Teatro da Caixa, 21 e 22.08

agosto 21, 2008

Gosto de ouvir o Rangel. Ando enroladíssima, mas farei o possível pra ir! De qualquer forma, fica a dica! 😉

show “ADORÁVEIS MALDITOS”

Eduardo Rangel e Joaquim França interpretam

a obra de Sérgio Sampaio e Torquato Neto

Quinta e Sexta (21 e 22/08), 19 horas

Café Cultural do Teatro da Caixa

SBS Qd 4, Lote 4, Brasília DF

Entrada Franca

Torquato Neto e Sergio Sampaio, foram dois compositores transgressores, com trajetórias trágicas e polêmicas, e que nos deixaram uma obra extremamente rica e original. O cantor e compositor Eduardo Rangel ao lado do pianista e arranjador Joaquim França apresentam show homenageando a obra desses ‘adoráveis malditos’. O público irá reconhecer músicas dos homenageados que hoje ressurgem nas vozes de talentos atuais da MPB, como Zeca Baleiro, Chico César, Lenine, Isabella Taviani e Titãs.

No espetáculo, os músicos revelam curiosidades sobre a vida dos homenageados, como a origem da música “Cajuína”, que Caetano Veloso compôs para o pai de Torquato, pouco depois do velório do poeta suicida: “Existirmos, a que será que se destina /… Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina / do menino infeliz não se nos ilumina…”. Ou ainda, o restante do poema de Torquato “Go Back”, que teve trecho musicado pelos ‘Titãs’: Você me chama / Eu quero ir pro cinema / Você reclama …”

Torquato viveu apenas até os 28 anos, mas deixou uma vasta obra como um ícone do Tropicalismo. Teve poemas musicados por Gilberto Gil, Caetano, Jards Macalé, Luiz Melodia e Edu Lobo entre outros.

Sérgio Sampaio morreu aos 47 anos, vítimas de complicações devido ao abuso de álcool e drogas. Raul Seixas, seu grande amigo e parceiro no disco “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista”, comentava que perto de Sergio se sentia a mais careta das criaturas.

As músicas de ambos influenciam ainda hoje diversos artistas da MPB, tendo sido gravadas por Zizi Possi, João Bosco, Elba Ramalho, Gal Costa, Nana Caymmi, Eduardo Dusek e muitos outros.

O duo irá interpretar de Sérgio Sampaio, músicas como Tem que acontecer, Meu Pobre Blues, Faixa Seis, Em Nome de Deus, além do mega sucesso Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua.

Da safra de Torquato Neto, estão entre as escolhidas, Mamãe Coragem, Louvação, Let’s Play That, Três da Madrugada e Pra Dizer Adeus

Um show para desafinar o coro dos contentes.

Uma homenagem a esses adoráveis malditos da música brasileira.

Sobre os compositores homenageados:

Torquato Neto 9/11/1944  10/11/1972

Nascido em Teresina, no Piauí, filho de um promotor público e de uma professora primária, estudou em Salvador, no mesmo colégio de Gilberto Gil, de quem se aproximou aos 17 anos nas rodas artísticas de Salvador, onde conheceu também os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia. Mais tarde, em 1962, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez alguns anos de faculdade de jornalismo, sem se formar. No entanto, exerceu a profissão de jornalista em diversos periódicos, como o Correio da Manhã (no suplemento Plug), O Sol (suplemento do Jornal dos Sports) e Última Hora, onde nos anos de 1971 e 72 escreveu sua badalada coluna Geléia Geral, em que defendia as manifestações artísticas de vanguarda na música, artes plásticas, cinema, poesia etc. Fundou também jornais alternativos, o Presença e o Navilouca, que só teve um número mas fez história. Em 1968, com o AI-5 e o exílio dos amigos e parceiros Gil e Caetano (além de outros emigrados), viajou pela Europa e Estados Unidos com a mulher Ana Maria, morando algum tempo em Londres. De volta ao Brasil, no início dos anos 70, ligou-se à poesia marginal e aos ícones do cinema marginal, Julio Bressane, Rogério Sganzerla e Ivan Cardoso. Também era amigo dos poetas concretistas, Décio Pignatari, os irmãos Augusto e Haroldo de Campos, e do artista plástico Hélio Oiticica. É considerado um dos vértices do movimento tropicalista, ao lado de Gil, Caetano e Capinam. Entre suas parcerias mais famosas estão Louvação (com Gil), Pra Dizer Adeus e Lua Nova (com Edu Lobo), Let’s Play That (com Jards Macalé), Geléia Geral (com Gil), Mamãe Coragem (com Caetano). Participou da famosa foto da capa do disco Tropicália ou Panis Et Circensis, em que estão incluídos suas músicas Mamãe Coragem e Geléia Geral. Seu suicídio, um dia depois de seu 28º aniversário, provocou espanto. Torquato voltou de uma festa com a mulher — que foi dormir —, trancou-se no banheiro e ligou o gás, sendo encontrado morto no dia seguinte pela empregada. Deixou um bilhete de despedida que dizia: “Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego. De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar. Pra mim, chega! Não sacudam demais o Thiago, que ele pode acordar”. Thiago era o filho de três anos de idade. Artigos da coluna Geléia Geral e poesias inéditas foram reunidos no livro “Os Últimos Dias de Paupéria”, organizado por Waly Salomão e a viúva Ana Maria em 1973. Além disso, o cineasta Ivan Cardoso produziu o documentário Torquato Neto, o Anjo Torto da Tropicália. Os Titãs musicaram seu poema Go Back, que deu nome ao disco da banda de 1988. (Biografia TorquatoNeto/cliquemusic)

Sergio Sampaio 13/4/1947  15/5/1994

O capixaba Sérgio Sampaio era filho de um fabricante de tamanco e maestro com uma dona de casa, nasceu em Cachoeiro do Itapemirim. Cresceu cercado de partituras e instrumentos musicais. Dono de uma bela voz, logo começou a trabalhar como locutor nas rádios locais e descobriu seus primeiros ídolos, Orlando Silva, Nélson Gonçalves e Sílvio Caldas. Seu destino era o Rio de Janeiro, onde trabalhou de dia como radialista e à noite como cantor de bar. A boemia corria solta e ele não pensava duas vezes para trocar um compromisso de trabalho por uma noitada. Como gandaia não paga conta, Sampaio viveu momentos dramáticos. De acordo com a biografia do cantor intitulada  Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua, de Rodrigo Moreira, passou a dividir quartos de pensão com bandidos e toda sorte de malandros. Dormiu na rua, perambulou por bares em busca de comida e bebida. “Nessas condições você torce para que haja um velório na casa de um conhecido só para ter um lugar onde passar a noite”, palavras do próprio Sérgio Sampaio. Quem o salvou da lama foi um produtor da gravadora CBS, o Raul Seixas. Raul Seixas adorou as composições de Sampaio e o levou para morar em sua casa, além de apoiar a gravação do primeiro compacto Côco Verde e Ana Juan. A veia rocker de Raul com as influências  brazucas e contestadoras de Sérgio rendeu um disco antológico em 71: o transgressor LP “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez. Era o tempo dos festivais e em 72 Sérgio Sampaio deu o  passo definitivo na sua vida com a marcha-rancho Eu Que é  Botar Meu Bloco na Rua, que por sinal não venceu a disputa. O mesmo artista que passou fome, de repente se viu com uma bolada, oriunda da venda de 500 mil cópias. Mas foi com essa mesma grana que se afundou de vez. Bebia e cheirava numa velocidade que até o parceiro Raul Seixas se impressionava. O próprio disse que perto de Sampaio se sentia a mais careta das criaturas. Tinha uns rompantes a la Tim Maia, sumia e não aparecia nos compromissos. Lançou os LPs Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua, em  73 e Tem que Acontecer, em 76. A ultima tentativa de voltar à cena foi em 82, com o disco Sinceramente. “Sampaio teve sua passagem por Brasília, quando se apaixonou pela cidade e chegou a compor uma música em homenagem a cidade”. Alcoólatra e tuberculoso, foi pra Bahia tentar colocar a vida nos eixos. Em 94 a pancreatite o tirou de cena de vez. (Dossiê Sérgio Sampaio/Rádio Pelo Mundo)

Sobre os músicos que prestam a homenagem:

Eduardo Rangel –  Ano passado a Globo Sat/Canal Brasil selecionou o trabalho de Eduardo Rangel para representar Brasília no programa “Destino Brasil Música – um outro som”, que apresenta os artistas em evidência de doze capitais brasileiras.

Cantor e compositor, Rangel tem dois CDs gravados: Pirata de Mim, gravado ao vivo no “Mistura Fina”, no Rio de Janeiro; e Eduardo Rangel & Orquestra Filarmônica de Brasília, gravado ao vivo na “Sala Villa Lobos do Teatro Nacional”, em Brasília.

Rangel tem composições gravadas por Edson Cordeiro, Renata Arruda, Antenor Bogea, Célia Rabelo, Marcio Faraco, Indiana Nomma, Célia Porto e Suzana Maris entre outros.

Maestro Joaquim França – Arranjador e regente do CD “Eduardo Rangel & Orquestra Filarmônica de Brasília”, Joaquim França foi Maestro Assistente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional em 2005 e 2006, e esteve à frente da Orquestra Filarmônica de Brasília entre 1993 e 2007. O Maestro já regeu acompanhando nomes como Francis Hime, Edson Cordeiro, Xangai, Elomar, Rosa Passos e a grande diva do canto lírico brasileiro, Niza Tank. Figurou entre os cinco melhores arranjadores do Concurso Nacional de Arranjos da Secretaria de Cultura de SP e gravou para CD e TV a trilha sonora do filme “Quando Fui Morto Em Cuba” regendo a Orquestra Sinfônica de MG. É pianista, compositor, bacharel em regência e licenciado em Música pela UNB.

Produção – Eduardo Rangel

E-mail: contato@eduardorangel.com.br

Site: www.eduardorangel.com.br

Rita Tavares, no Carpe diem do Pier 21, 06/julho

agosto 2, 2008

A Rita é muito especial! Tem uma voz muito gostosa, um repertório joãogilbertiano muito agradável, toca violão com muita competência e ainda compõe.

Hoje a Rita mora em Salvador, mas foi aqui em Brasília que começou a se apresentar profissionalmente. Daqui foi parar em Barcelona, Ilhas Canárias… e de vez em quando dá o ar da graça e nos presenteia com lindas canções.

Quem fez questão de aparecer por lá e ainda deu uma palhinha foi o Gamela – que dispensa apresentações!

Para ver mais, clique na foto! 😉

Não gostei…

agosto 2, 2008

Ontem fui ao Clube do Choro. Eu já tinha os convites desde o início da semana. A casa comporta 270 pessoas sentadas, conforme me informou um funcionário. A casa já é pequena e o espaço de circulação dos garçons é igualmente estreito. Mas tudo bem, se a casa somente vendesse os ingressos que comportassem bem as pessoas e de forma segura. Acontece que tinham pelo menos umas 320 pessoas no lugar. Imagina, tudo apertadíssimo e ainda com os garçons circulando, passando a comida pelo cabelo da gente o tempo todo… Muita gente deve ter comido cabelo junto com as fritas! Isso num show pago, pra se assistir SENTADO, numa casa tradicional, de ótima reputação musical. Sinceramente, eu achei uma falta de respeito com o cliente, com os garçons… muita gente se espremendo, mal acomodada.

Não acredito que isso de “lotar além da lotação” da casa traga benefícios para alguém. Tenho dúvidas se é permitido pela lei, alvará de funcionamento ou o que seja que regula isso… Não é bom para o artista, é péssimo para o público e muito complicado para os garçons. Quem deve enxergar vantagem nesse tipo de política de funcionamento deve ser somente quem recebe o dindin dos excessos de ingressos vendidos. Cadê a ética? Será que isso compensa essa falta de respeito e os riscos de segurança corridos? Fiquei imaginando um incêndio ou algo que ocorresse e que fosse necessário esvaziar a casa rapidamente… seria um caos… :-/